15/01/2017

A escrita como experiência do incerto: a obra de Silvina Rodrigues Lopes


Bras de Seine près de Giverny (1897), por Claude Monet
Óleo sobre tela, 75 x 92,5. Paris, musée d'Orsay.






« A cet endroit de la toile, peindre ni ce qu'on voit parce qu'on ne voit plus rien, 
ni ce qu'on ne voit pas puisqu'on ne doit peindre que ce qu'on voit, 
mais peindre qu'on ne voit pas, que la défaillance de l'œil qui ne peut pas voguer sur
le brouillard lui soit infligée sur la toile comme sur la rivière, c'est bien beau. »

Evocação do quadro de Monet por Proust, 

em Jean Santeuil (1952, romance póstumo)


“Ouvir a ressonância do mar através do búzio é já sofrer a atração que moveu
poetas e navegadores, gregos e portugueses, em resposta ao apelo do desconhecido, 
que nos indica que nem tudo se resume ao já sabido.”
Silvina Rodrigues Lopes



A VIDA

Silvina Rodrigues Lopes, nasceu em Ansião, em 1950.
Professora universitária, ensaísta, crítica literária, ficcionista, poetisa, editora.


In: Colóquio “O edifício da alegria: o pensamento de Eduardo Prado Coelho”,

Org. Centro de Estudos sobre o Imaginário Literário / Observatório Político,

Lisboa, FCG, 15-16 nov. 2012 . – Texto reprod. no blogue do GILF da UNL.

Silvina Rodrigues Lopes licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), em 1980, onde concluiu o Mestrado em Literatura Portuguesa do Século XX (1985) com uma dissertação a partir da ficção de  Agustina Bessa-Luís. Doutorou-se na Universidade Nova de Lisboa (UNL) com a defesa da tese sobre O problema da legitimação em literatura (1993).

É professora catedrática de Teoria da Literatura no Departamento de Estudos Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL. Dedica-se ao ensino e investigação nas áreas de teoria da literatura, estudos de literatura e literatura portuguesa do século XX, áreas em que tem orientado teses académicas, embora também intervenha e escreva no âmbito do pensamento contemporâneo e da arte.



Foi codiretora da revista Elipse: gazeta improvável (Lisboa: Relógio d'Água Editores, 1998-1999) e é cofundadora e codiretora da revista Intervalo, nascida em 2005. O editorial desta revista testemunha a assinatura de Silvina Rodrigues Lopes ao propor-se “como uma revista de pensamento da atualidade”, partindo “da convicção de que a subordinação a estratégias de sucesso e de imposição de imagens e modelos não é uma fatalidade.” E desse modo a Intervalo “não visa de modo nenhum concorrer para a acumulação de saber pronto a consumir” e  “recusa o espaço-tempo do consenso, as suas estratégias comunicativas e as suas visões totalizadoras.” (in site da Intervalo).


A sua intervenção cultural inclui a direção da editora Vendaval, cujo catálogo apresenta como proposta uma seleção de obras que faz “coexistir vários géneros” e tem “como horizonte irrepresentável a multiplicidade – nada fixo ou definido, mas aquilo que no limite da sua forma se torne infinito e assim responda ao impossível.” (do texto editorial).



Mais conhecida no meio académico, como docente e investigadora, Silvina Rodigues Lopes desde cedo é detentora de uma voz literária. Estreou-se com o texto de ficção Tão simples como isso (1985), logo seguido de E se-pára (1988). Recentemente, após um vasto e profundo percurso teórico e filosófico, aconteceu o livro de poesia Sobretudo as vozes (2004):






“Sobretudo as vozes. O que passa em campos e não é comum. Magnetiza, desvia. As palavras tornam-se infinitas, fios segregados em incontáveis relações. Formam teias que a consciência não domina. “Eu” é uma palavra para o conflito, paragem mínima em que instinto, hábito e potência criadora tocam limites, que confirmam e repudiam […] Movemo-nos na precariedade e é a ela que o amor traz os seus abismos”.






Mas é principalmente nas áreas da teoria da literatura e dos estudos de literatura portuguesa do século XX que Silvina Rodrigues Lopes apresenta uma escrita avultada. Seguramente a problemática apresentada na sua tese de doutoramento e publicada num volume com cerca de 500 páginas constitui a sua obra de referência. A Legitimação em literatura (1994), título do âmbito da teoria literária, é citado em muitas teses académicas nacionais e além fronteiras e considerado “um dos grandes livros de teoria que alguma vez foram publicados em Portugal” (António GUERREIRO). Na obra A legitimação em literatura, a autora apresenta e discute as várias formas de legitimação da teoria literária, do Iluminismo até ao Desconstrucionismo, mostrando “como a teoria foi sempre habitada por elementos desestabilizadores, por aporias e paradoxos vários que lhe deram sempre uma condição instável” (GUERREIRO, 1994). Entre os fatores constituintes do processo legitimador e fundador da instituição literária podemos destacar a formação teórica, a crítica literária, a opinião pública, os direitos de autor e a integração da disciplina de literatura no sistema de ensino (LOPES, 1994, p. 124-127).

São várias as outras obras publicadas nesta área – geralmente coletâneas constituídas por textos avulsos, inéditos ou dispersos – cujos títulos, tomados de um dos textos inclusos, são já reveladores de perspetivas e concepções do literário: Aprendizagem do incerto (1990), Literatura, defesa do atrito (2003), A anomalia poética (2005), A estranheza-em-comum (São Paulo, 2012).

Nos seus estudos de literatura portuguesa do século XX, destacamos o volume Exercícios de aproximação (2003), composto por um conjunto de ensaios sobre obras de Fernando Pessoa, Ruy Belo, Luiza Neto Jorge, Sophia, Luís Miguel Nava, Irene Lisboa, Agustina, Vergílio Ferreira e Maria Gabriela Llansol, e os extensos e notáveis ensaios dedicados às obras dos seguintes escritores:  Agustina Bessa-Luís (A alegria da comunicação, 1989; Agustina Bessa-Luís: as hipóteses do romance, 1992); Maria Gabriela Llansol (Teoria da des-possessão, 1988); Carlos de Oliveira (Carlos de Oliveira: o testemunho inadiável, 1996); Herberto Helder (A inocência do devir, 2003). Na conhecida coleção “Textos Literários” da Editorial Comunicação tem estudos, de apresentação e linhas de leitura, sobre a Mensagem de Fernando Pessoa e a Poesia de Teixeira de Pascoaes e de Sophia de Mello Breyner Andresen.

Tem colaborado em diversas publicações periódicas como a Colóquio/Letras, Prelo, Românica, Scripta, Gratuita, Intervalo, entre outras.

Silvina Rodrigues Lopes também se tem dedicado à tradução, a partir da língua francesa, ao longo da sua vida de escrita, investigação e ensino. Alguns títulos: Elogio do cosmopolitismo, de Guy Scarpetta (1988), O crime perfeito, de Jean Baudrillard (1996), A obra-prima desconhecida, de Honoré de Balzac (2002) e A besta de lascaux, de  Maurice Blanchot (2003).






A OBRA




Ficção e poesia

(1985) Tão simples como isso [ficção]. Lisboa: Black Sun.
(1988) E Se-pára [ficção]. Lisboa: Hiena. – V. recensão crítica.
(2004) Sobretudo as vozes [poesia]. Lisboa: Vendaval.




Estudos de literatura portuguesa



Vitorino Nemésio

(1984) “Dos caminhos de um monstro (interrogação e felicidade da palavra em alguma poesia de Vitorino Nemésio), Colóquio/Letras, n.º 82 (1984), 28-42. – reprod. em “Des chemins d'un monstre. Interrogation et bonheur du mot dans quelques poèmes de Vitorino Nemésio”, Colóquio/Letras, n.º spécial (mars 1998), 55-71.

Agustina


  • (1985) A alegria da comunicação: dissertação a partir da leitura dos seguintes romances de Agustina Bessa Luís: Os incuráveis I e II, Efeitos guerreiros. – Tese de mestrado em Literatura. Lisboa: FLUL. – 191 f. (29cm). 
  • (1989) A alegria da comunicação. Lisboa: INCM. – 152 p.; Col. “Temas portugueses”; bibliografia, p. 135-142. – Edição da dissertação de Mestrado.
  • (1992) Agustina Bessa-Luís: as hipóteses do romance. Lisboa: Asa. – 120 p.; Col. Perspectivas actuais. – Grande prémio de ensaio Unicer/Letras & Letras 1989. / Lisboa: Asa, 2006.

Fernando Pessoa


(1984) “A ficção da memória e a inscrição do esquecimento no Livro do Desassossego", Colóquio/Letras, n.º 77 (1984), 19-26; reprod. em Aprendizagem do Incerto. Lisboa: Litoral, 1990, p. 133-142.

(1986) Mensagem / de Fernando Pessoa. Apresent. crítica e linhas de leitura de Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Comunicação. – Col. Textos Literários, 47.

(1988) “Des-figurações (sobre o Livro do Desassossego)”, Colóquio/Letras, n.º 102 (1988), 61-68; reprod. em Aprendizagem do Incerto. Lisboa: Litoral, 1990, p. 143-152.

(1990) “Deslocação e apagamento em: – Livro do Desassossego de Fernando Pessoa / Bernardo Soares – Le pas au-delà de Maurice Blanchot”, in Aprendizagem do Incerto. Lisboa: Litoral, p. 153-174.

Teixeira de Pascoaes


(1987) Poesia / de Teixeira de Pascoaes. Apresent., seleç. e linhas de leitura de Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa : Comunicação. – Col. Textos Literários, 54.

Maria Gabriela Llansol


(1988) Teoria da Des-possessão: ensaio sobre textos de Maria Gabriela Llansol. Lisboa: Black Sun. / Averno, 2013. – 120 p.

(1999) «Comunidades da excepção», posfácio a O Livro das Comunidades, Maria Gabriela Llansol, Lisboa: Relógio d’Água.

(1999) Geografia de rebeldes / Maria Gabriela Llansol. Lisboa: Relógio d'Água, 1999. – [1.º vol.]: O livro das comunidades; seguido de Apontamentos sobre a escola da rua de Namur. Posf. Silvina Rodrigues Lopes. – 120, [8] p.

Sophia de Mello Breyner Andresen

(1990) Poesia / de Sophia de Mello Breyner Andresen. Apresent. crítica, seleç. e sugestões para análise literária de Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Comunicação. – Col. Textos Literários, 59. V. recensão crítica
(1998) “[Crítica:] A linha musical do encantamento” [sobre O búzio de Cós, 1997, de Sophia], Relâmpago, n.º 2 –  O lugar da  poesia? (4/1998), 83-86.
(2004) “Sophia: a afirmação silabada”, JL – Jornal de letras, arte e ideias, Lisboa, 22.07.04, p. 11; reprod. em NetProf – Clube dos professores portugueses na Internet [http://www.netprof.pt/].

Joaquim Manuel Magalhães

(1990) "Uma vista/aberta sobre paisagens insuspeitas": ensaísmo de Joaquim Manuel Magalhães”, na secção “Notas e comentários” in Colóquio/Letras, n.º 115-116  (1990), 154-157.

Irene Lisboa

(1994) “O nome de uma cidade” [sobre Irene Lisboa], Colóquio/Letras, n.º 131 (jan. 1994), 87-96. – V. ilustração deste artigo com “O Amante” (excerto de Esta Cidade!, p. 291-323, fac-símile), em extra-texto.

Ana Hartherly

(1995) O mestre / Ana Hartherly. 3ª ed. Lisboa: Quimera. Prefácios de Silvina Rodrigues Lopes e Simone Pinto Monteiro de Oliveira; posf. da autora. – [1.ª ed., Lisboa: Arcádia, 1963. / 2.ª ed., Lisboa: Quimera, 1976. – Pref. Maria Alzira Seixo].

Carlos de Oliveira

(1996) Carlos de Oliveira: o testemunho inadiável. Sintra: Câmara Municipal.

José Correia Tavares

(1998) Leitura dos actos / José Correia Tavares. Pref. de Silvina Rodrigues Lopes. Coimbra: Minerva.

Ralph Waldo Emerson, Daniel Costa

(2000) A confiança em si / Ralph Waldo Emerson, Daniel Costa; trad. Saúl Costa; apresent. Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Vendaval.

Herberto Helder


(2003) A Inocência do devir: ensaio a partir da obra de Herberto Helder. Lisboa: Vendaval. – 107, [5] p.







Ruben A.


(2004) A escrita dissidente: autobiografia de Ruben A. / Dália Dias. Pref. Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Assírio & Alvim.

José Tolentino Mendonça


(2006) A noite abre meus olhos: (poesia reunida) / José Tolentino Mendonça. Posf. Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Assírio & Alvim.

António Ramos Rosa


(2013) Philosophie et modernité dans l'oeuvre poétique d'António Ramos Rosa / Jorge Augusto Maximino. Préface de Silvina Rodrigues Lopes. Paris: L'Harmattan.

João Vário


(2009) Sair do paradigma da dívida – a partir da leitura de João Vário, Via Atlântica, n.º 15 – Poéticas de língua portuguesa comparativismo e contemporaneidade (jun. 2009), 243-253.

Manuel de Freitas

(2015) Sunny bar / Manuel de Freitas. Sel. Rui Pires Cabral; posf. Silvina Rodrigues Lopes. [S.l.] : Alambique [Lisboa: Europress].
(2009) “Pensar - estremecer”, in Os cantos de Maldoror: Poesias I & II / Conde de Lautréamont; Isidore Ducasse. Trad. Manuel de Freitas; pref. Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Antígona. / 2.ª ed., sob o título Os cantos de Maldoror, Lisboa: Momo, 2015. – Trad. revista Manuel de Freitas; des. Ricardo Castro; texto Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Momo, 2015.

Ensaio e crítica


  • (1986) “Como quem escreve com sentimentos”, Prelo, nº 12 (jul.-set.1986), 31-35.
  • (1986) “Ficção: a realidade e o jogo”, Prelo, n.º 10 (jan.-mar. 1986), 65-70.
  • (1987) “A ficção em 1986”, Prelo, n.º 14 (jan.-mar. 1987), 13-17.
  • (1990) Aprendizagem do incerto. Lisboa: Litoral. – 234, [4] p.; Col. Estudo, 7.
  • (1990) “Alguns apontamentos sobre o ensaísmo de Eduardo Lourenço”, in Aprendizagem do Incerto. Lisboa: Litoral, 199-205; reprod. em BAPTISTA, Maria Manuel, org. (2003), Eduardo Lourenço: uma cartografia imaginária, Col. “Cadernos do Mosteiro”, n.º 9, Maia: Câmara Municipal, p. 26-30, e em BAPTISTA, Maria Manuel, org. (2004), Cartografia imaginária de Eduardo Lourenço: dos críticos. Maia: Ver o Verso, p. 37-42.
  • (1991) “No limite, a afirmação (Apontamentos de uma leitura de Donner le Temps, de Jacques Derrida” – publicado (pela primeira vez?) em Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012, 131-136. [datado, aqui, de 1991].
  • (1993) O problema da legitimação em literatura. Texto policopiado. Tese de doutoramento em lit. Portuguesa do séc. XX. Lisboa: FCSH-UNL. – 692 p.; (30cm); bibliografia, p. 647-684.
  • 1994) A Legitimação em literatura. Lisboa: Cosmos. – 516 p. – Edição da tese de doutoramento. – Disponível online, aqui.
  • (1996) “A poesia, memória excessiva”, Revista da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, n.º 9, Lisboa: Colibri, 155-161. – reprod. em Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012, 47-59. [datado, aqui, de 1998].
  • (1998) “Do ensaio como pensamento experimental” – publicado (pela primeira vez?) em Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012, 121-130. [datado, aqui, de 1998].
  • (1999) “Marcas do desespero” – publicado (pela primeira vez?) em Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012, 61-68. [datado, aqui, de 1999].
  • (1999) “Na margem do desaparecimento” – publicado (pela primeira vez?) em Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012, 101-120. [datado, aqui, de 1999].
  • (1999) “O Ensino da literatura como aproximação ao paradoxo”, Incidências, n.º 1, Lisboa: Colibri, 17-25. – reprod. com o título “A paradoxalidade do ensino da literatura” em Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012, 87-99. [datado, aqui, de 1999].
  • (1999) “Poesia e ideologia” – publicado (pela primeira vez?) em Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012, 69-74. [datado, aqui, de 1998].
  • (1999) «A forma exacta da dissipação» in Literatura e Pluralidade Cultural: Actas do III Congresso da Associação de Literatura Comparada, Lisboa: Colibri, 241-244. – Reprod. em Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012, 75-85. [datado, aqui, de 1998].
  • (2000) “Defesa do atrito”, Relâmpago, n.º 6 – Como falar de poesia? (4/2000), 55-57. – reprod. em Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012, 137-139. [datado, aqui, de 1999].
  • (2002) “A literatura como experiência” – publicado (pela primeira vez?) em Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012, 13-45. [datado, aqui, de 2002].
  • (2003) “Escolher pensar”, Revista Devires, Lisboa, n.º 1, Lisboa (fev. 2012). – reprod. em Caderno de Leituras, n.º 3, Belo Horizonte: Chão da Feira.
  • (2003) “A Anomalia Poética”, revista Telhados de Vidro, n.º 1 (nov. 2003), ed. Averno; reprod. na coletânea com o título deste breve ensaio: A anomalia poética. Lisboa: Vendaval, 2005. – 285 [6] p.
  • (2003) “Literatura e circunstância”, Scripta, Belo Horizonte, v. 7, n.º 13 (2.º sem. 2003), 162-171. – Texto disponível online.
  • (2003) Exercícios de aproximação. Lisboa: Vendaval. – 297, [5] p. – Sobre literatura portuguesa contemporânea.
  • (2003) Literatura, defesa do atrito. Lisboa: Vendaval. – 195, [5] p. / Reed. com o título Literatura, defesa do atrito: ensaio. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2012. – Livro disponível online.
  • (2004), “Poesia: uma decisão”, Aletria: Revista de Estudos de Literatura, vols. 10/11 – Olhar cabisbaixo: trajetos da visão no século XX (2003/2004), 72-80.
  • (2005) A anomalia poética. Lisboa: Vendaval. – 285 [6] p.

  • (2006) “Sobre-viver: o inacabado”, Românica, revista da FLUL, n.º 15 (), 139-146.
  • (2008) “A desordem imprevisível da arte”, in Arte e Poder, Lisboa: IHA – Estudos de arte contemporânea, 437-445.
  • (2008) "Divagações (sobre a arte, a poesia, a memória, a política)", in Poesia e Arte: A Arte da Poesia. Org. Helena Carvalhão Buescu e Kelly Benoudis Basílio. Lisboa: Caminho.
  • (2009) “Investigações poéticas do terror”, Dacrítica. Série Ciências da Literatura –Revista do centro de Estudos Humanísticos da Univ. do Minho, n.º 23/3 (2009), 169-177.
  • (2009) “Pensar - estremecer”, in Os cantos de Maldoror: Poesias I & II / Conde de Lautréamont; Isidore Ducasse. Trad. Manuel de Freitas; pref. Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Antígona. / 2.ª ed., sob o título Os cantos de Maldoror, Lisboa: Momo, 2015. – Trad. revista Manuel de Freitas; des. Ricardo Castro; texto Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Momo, 2015.
  • (2010) “La extrañeza en común”, Devenires XI, 22 (2010), 89-108. – Trad. em língua espanhola por Eduardo Pellejero.
  • (2011) “Como quem num dia de verão abre a porta de casa”, Colóquio/Letras, Lisboa, n.º 178 (set. 2011), 9-21.
  • (2011) “Imaginário – «atenção aos degraus!»”, Cadernos do Ceil: revista multidisciplinar de estudos sobre o imaginário, Lisboa, n.º 1 - Narrativas e Mediação / Traços (2011), 28-34. – Texto disponível online.
  • (2011) “Precedências desajustadas”, in AA.VV, org. Tomás Maia, Persistência da obra: arte e política. Lisboa: Assírio & Alvim. – 128 p.
  • (2011) “[sobre o texto de Hölderlin “Num ameno azul”]”, in DUARTE, Bruno (ed.), Lógica Poética. Friedrich Hölderlin. Lisboa: Vendaval.
  • (2012) “A dança das teorias”, comunicação, in Colóquio “O edifício da alegria: o pensamento de Eduardo Prado Coelho”, Org. Centro de Estudos sobre o Imaginário Literário / Observatório Político, Lisboa, FCG, 15-16 nov. 2012 . – Reprod. no blogue do GILF da UNL.
  • (2012) A estranheza-em-comum. São Paulo: Lumme / Móbile coleção de mini-ensaios, vol. 15, 2012 ou 2016.
  • (2012) Texto lido na apresentação de Criatura 6, na Guilherme Cossoul, 28.01.2012, post no blogue da Criatura, 6.02.2012. – Texto lido na apresentação da revista de poesia Criatura, n.º 6 (nov. 2011).
  • (2013) “Jacques Derrida – políticas sem mandamento”, in Pensamento crítico contemporâneo. Org. e rev. Unipop ; coord. Bruno Peixe Dias et al; trad. Miguel Cardoso, Sónia Cardoso. Lisboa: Edições 70. – Possível reprod. escrita das sessões: “Jacques Derrida e a política da desconstrução” [24.05.2008], no Seminário de introdução: Pensamento crítico contemporâneo, Fábrica Braço de Prata, março-maio 2008, sábados das 17h-20h; e “Jacques Derrida” [6.12.2008], 2.ª ed. do seminário Pensamento crítico contemporâneo, dedicado agora ao tema Estética e Política, na Fábrica Braço de Prata, nov. 2008 a fev. 2009, sábados das 16h-19h.
  • (2014) “Evitar a última palavra”, comunicação integrada no primeiro Colóquio Arte, Crítica, Política. Org. ???. Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, 20.06.2014.
  • (2015) "Da crítica na transformação do mundo", conferência integrada no ciclo de Conferências Internacionais "Crítica e Valor", Porto, Museu de Serralves, 25.06.2015.
  • (2015) “Errância, o insacrificável”, Gratuita, vol. 2, tomo I — Atlas, org. Maria Carolina Fenati, Belo Horizonte: Chão da Feira, 202-205. – Texto disponível online.
  • (2015) “A luz como meio e limite”, revista “Ípsilon” do jornal Público, 26.07.2015, p. 29; reprod. com o título (anterior subtítulo) “A pedregosa luz da poesia”, “Cultura-Ípsilon” do Público digital, 26.07.2015.

Organização de volumes (atas, homenagens, revistas...)

  • (1997) Os sentidos e o sentido: literatura e cultura portuguesas em debate: homenageando Jacinto do Prado Coelho. Org. Ana Hatherly e Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Cosmos.· 
  • (2014) Em coorg. com Sabrina SEDLMAYER, ALETRIA: Revista de Estudos de Literatura, v. 24, n.º 3 – Políticas do contemporâneo (set.-dez. 2014), Belo Horizonte: POSLIT, Faculdade de Letras da UFMG.

Entrevistas


ALMEIDA, Emília Pinto de (2012) A ironia das teorias: entrevista com Silvina Rodrigues Lopes (conduzida por Emília Pinto de Almeida), Revista de História da Arte [revista do IHA – Instituto de História da Arte da FCSH da UNL], n.º 10 – Práticas da Teoria (2012), 10-23; reprod. em Caderno de Leituras, n.º 48, Belo Horizonte: Chão da Feira, agosto 2016, 1-19.


VASCONCELOS, Mauricio Salles (2011) Poesia e teoria na era da indiferença [Entrevista a SRL], Sibila: revista de poesia e crítica literária, Ano 16, 25.02.2011.

Traduções

  • Elogio do cosmopolitismo / Guy Scarpetta. Trad. Silvina Rodrigues Lopes. [S.l.]: João Azevedo. 1988. – 272 p.
  • O crime perfeito / Jean Baudrillard. Trad. e pref. de Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Relógio d'Água, 1996.
  • A obra-prima desconhecida / Honoré de Balzac; pref. Manuel San Payo. Trad. Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Vendaval, 2002.
  • A besta de lascaux / Maurice Blanchot. Trad. Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Vendaval, 2003.
  • Morada: Maurice Blanchot / Jacques Derrida. Trad. Silvina Rodrigues Lopes. Lisboa: Vendaval, 2004.


BIBLIOGRAFIA PASSIVA

B

BAPTISTA, Abel Barros (1994) Recensão crítica a Agustina Bessa-Luís: as hipóteses do romance, de Silvina Rodrigues Lopes, in Colóquio/Letras, Lisboa, n.º 132/133 (abr. 1994), 258-260.

BARBAS, Helena (1989) “Silvina Rodrigues Lopes - A Alegria da Comunicação”, O Independente, 19.09.1989, p. 47; reprod. na Internet, aqui.

BESSE, Maria Graciete (1989) Recensão crítica a E se-pára, de Silvina Rodrigues Lopes, in Colóquio/Letras, Lisboa, n.º 109 (maio 1989), 123-124.
C
COELHO, Eduardo Prado (2005) “Riscos” [sobre a editora Vendaval], na secção “O fio do horizonte” do jornal Público digital, 16.09.2005.
F
FREITAS, Manuel de (2004), “Testemunho do abismo”, revista “Atual” do Expresso, n.º 1666, 2.10.2004, p. 57.
G

GRAÇA, Virgínia Pacheco (1994) Recensão crítica a Poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, de Silvina Rodrigues Lopes, in Colóquio/Letras, Lisboa, n.º 131 (jan. 1994), 227-228.



GUERREIRO, António (1994) “A teoria instável” – [recensão crítica de: A Legitimação em Literatura, Silvina Rodrigues Lopes], Expresso, n.º 1147, 27.10.1994.



GUSMÃO, Manuel (1996), recensão crítica de: Silvina Rodrigues Lopes, A Legitimação em Literatura, Dedalus – revista da Associação Portuguesa de Literatura Comparada; dir. Maria Alzira Seixo, n.º 6, 1996.
H

Hmbf (2004) “Sobretudo as vozes” [sobre o livro de poesia de SRL], in blogue Antologia do esquecimento, 11.10.2004.



Hmbf (2006) “A anomalia poética” [sobre a coletânea homónima de SRL], in blogue Antologia do esquecimento, 19.09.2006.



Hmbf (2006) “O valor” [sobre a revista Intervalo 1], in blogue Antologia do esquecimento, 7.01.2006.

J
JORGE, Carlos J. F. (?) “Legitimação”, verbete, in E-Dicionário de Termos literários, de Carlos Ceia.
M

MAGALHÃES, Isabel Alegro de (1992) “O imprevisto na relação de Silvina Rodrigues Lopes e Agustina Bessa-Luís. (Agustina Bessa-Luís: as hipóteses do romance. Porto: Asa, 1992)”, Recensão crítica, in [?], p. 147-150.



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S

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T
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